segunda-feira, 23 de novembro de 2009



dos cigarros ela havia perdido a conta. cada trago rasgava o peito aliviando.
sabia que ainda tinha o que organizar, talvez não mais por dentro. a alternativa mais concreta parecia ser o expurgo. a organização factível seria o expurgo.
o peito ainda pingava. eram as últimas gotas, [in]felizmente.
e o que ela poderia dizer? já não havia o que ser dito, contado, explicado. sabia que o protagonista agora seria o passar dos dias. e ela se perguntava: quanto tempo mais esse peito será capaz de pingar?
'ai, aperta esse nó ou desata de vez!' - quem ouviu? ecoou no vento, tropeçou no tempo.

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aperta esse nó ou desata de vez, que a gota d´água já está a caminho!
mesmo a contra gosto. mesmo ela gostando da gota, de cada gota. cada momento lembrado se dissolvia nesse peito-conta gotas, assim feito homeopatia.
o não-envolvimento chegava, em doses homeopáticas.


e depois de dois cigarros ela precisava dormir.

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