domingo, 22 de novembro de 2009



foi na boca que ela sentiu o gosto do ferro que feriu o peito.

estava cansada - o corpo, os olhos e a cabeça. pensou que era melhor ir devagar, mais devagar.
sonolenta, preguiçosa e resignada. respirou fundo, seu peito funcionava agora como conta-gotas, aquele envolvimento iria esvair-se, aos poucos, lentamente - ela sabia disso. cada momento lembrado se dissolvia na lágrima, que teimava em descer. o peito paria aquilo tudo, expulsava, expurgava, mesmo a contra gosto.
já não há nada a ser feito. diante disso se sentia calma, já não dependia dela. mas se sentia também de mãos atadas. de mãos e de peito atados.

conta-gotas . . .. .. ..... . ... . . . . .. . . . .... .. . . . . ..... .. . ..... . .
quantas gotas foram? contra gosto.
quantas gotas faltam? eu gosto da gota.
quantas sobraram? quantas sobrarão?

ai, aperta esse nó ou desata de vez!!
que a contra gosto não quero. que, assim, à conta gota a gota seca.


ai, aperta esse nó ou desata de vez!
quantas gotas ainda faltam?


.... . .. . . . ........ . ............. . ..............

pode ser a gota d´água.

......... ... .. . .. .. . .
. ..... .. .. . . . .
. . ............. . .
. . .... ....... .
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... . ... .. . .
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... . .
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