quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

ela se reconhecia em si mesma e isso era incrível.
a sensação que daí derivava era de alívio.

não sofria mais de febre terçã, aprendera a digerir os seus paquidermes, os seus e os dos outros.
aprendera a entender suas próprias contradições, a olhar para elas de maneira compreensiva.
e entendera que, a despeito dessas contradições, é preciso ter uma postura resoluta com a subjetividade alheia, e com a sua própria subjetividade sobretudo.
a despeito das contradições, dos paquidermes, das vontades mais firmes, dos medos mais paralizadores e das motivações mais sinceras é preciso partir, andar.

se olhava no espelho e se permitia perder-se.
perder-se nos meandros de si, naquilo que possuia de mais íntimo e particular.
a sensação de quase-plenitude que sentia ao se descobrir era azul.
estava feliz. e pela primeira vez em tempos o gosto do ferro que lhe feriu o peito abandora a boca.

o gosto agora era doce.
doce gosto de estar sozinha, diante de si, tão disposta a entender o universo e preenchê-lo de siginificado.

lembrava do cheiro de manjericão, sorriu e bebeu um copo d´água.


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