
o estômago se contorcia, dando nós. estava com fome e precisava comer.
por algum motivo sabia que não poderia se saciar com alguma coisa simples.
resolveu caminhar um pouco mais e apostar na paciência que, em geral, não tinha.
minutos depois encontrou o que queria: um lugar que servisse aromas e especiarias.
naquele cardápio diversificado, refinado e um tanto confuso (ali constavam ingredientes desconhecidos para sua limitada cultura gastronômica, com nomes em língua estrageira que ela não entendia), escolheu:
'por favor, um prato de flores.'
a cozinha de lugares como aquele costumam ter um ritmo próprio, sua fome aumentava.
depois de algum tempo, que lhe soou quase como meses, chegou o prato.
ela observou e achou graça, as flores também riam.
comeu, comeu e comeu.
sobrou um pouco. ela guardou no bolso cada uma das flores que ainda estavam ali.
pagou a conta e saiu. deixou-se levar pruma maloca qualquer na beira do rio.
se sentou na parte vazia do deque.
acendeu um cigarro e tirou as flores do bolso. o cuidado com que as guardou impediu que suas pétalas amassassem.
ela costumava ser cuidadosa.
olhou pras flores, pensou em fazer um jardim.
percebeu que algumas delas tinham espinhos - essas ela guardaria pros que pensarem em enganar a flor.
voltou pra casa, que dia vagaroso ...
.:.

quando era pequeno, no quintal da casa que morava havia flores comestíveis...
ResponderExcluirTodos os dias havia flores na salada...
As saladas eram muito bonitas e tinham gosto de flores...
Já hoje me lembro de quando comi flores quando era pequeno e quando te conheci...
quem é?
ResponderExcluiramigo da Anjolita...
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