terça-feira, 20 de abril de 2010

se sentia profundamente exposta. não entendia exatamente porquê, mas era difícil ter a postura resoluta que reivindicava.

doía.

sua impressão era de estar envolvida por cordas de mil metros. quanto mais tentava se desvencilhar, mais envolta ficava.
aquilo era um pântano. sentia-se sem ar.

decepcionada, fechou os olhos. desejou estar em outro lugar, distante dali.
pensou que a solução poderia chegar como a maré, de acordo com o movimento da lua.

nos joelhos percebeu a água subindo. repentinamente as cordas se soltaram.
era prova do cansaço, não de força.

abriu os olhos e voou pra longe.
depois disso o alívio viria, com a rapidez de um antídoto intravenal.


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Um comentário:

  1. A dor doí no mundo, doí no ar que você espira e eu inspiro. Nas voltas das cordas dos seres.

    A maré passou da minha altura, afundou minha cabeça... (ou cabeza, se o inglês ler o português)

    naquela situação o antídoto viraria veneno na veia.

    e ele que adorava o mar maré agora está maribundo.

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