sábado, 17 de julho de 2010


adelaide: vai, minha tristeza, e diz-lhe que sem, assim, não pode ser. diz-lhe numa prece que regresse. diz-lhe que chega, que não há paz, não há beleza. diz-lhe que tudo aqui precisa ser mais lindo, precisa ser mais louco. diz-lhe que os abraços - apertados, colados e calados -, os beijinhos e os carinhos hão de ser milhões e sem ter fim. diz-lhe que é pra acabar com esse negócio, que é pra parar, pra deixar esse negócio, que eu não quero mais esse negócio.

tristeza: eu digo sim, adelaide, eu digo sim.

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