
já se tornara rotina: sentimentos incompletos, cigarros, meia dúzia de cervejas - e as coisas voltavam a se apresentar com algum sentido.
sentia muita coisa, a cabeça estava repleta de perguntas.
sabia, queria estar longe de problemas.
calma e lacônica sempre ouvia o mesmo cd: "riot on an empty street".
e daí extraíra o mais sábio [bom] conselho: stay out of trouble.
talvez fosse idealismo demais .. mas, assim, subjetivamente, não queria mais colocar as mãos em vespeiros. estava cansada e calejada.
longe de problemas, de contradições, dificuldades ... era o que queria.
mas o estar com o outro não era assim.
ao contrário, seria sempre, sempre, marcado pelos problemas, pelas contradições e pelas dificuldades.
dilema difícil de resolver.
teria, então, que escolher.
há tempos sabia, e não sabia, o que queria.
'ponho ou não ponho as mãos no vespeiro?' - se perguntava.
as picadas das vespas doeriam - ela sabia.
mas não experimentá-las [já] doia ainda mais.
pagaria pra ver?
sabia que o encontro é assim, feito gelo em copo comprido.
aparece meio de repente e te faz engasgar.
a garganta se fechava em nós, queimando.
tentaria o último - e já tãããããããão enunciado - gole?
[não convencia nem a si mesma disso.]
não.
não.
'stay out of trouble .... stay in touch ...'
.:.
decidiu e respondeu:
'então você percebeu? era pra você.'
.:.
antes de pegar no sono, leu:
'sua mensagem foi entregue'.
.:.
será?
.

eu acho que não.
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