terça-feira, 13 de julho de 2010






olhava pra si e pra fora, cinza.
de dentro do guarda-roupa saltavam estampas e texturas.
mas hoje não se dava com elas, estava cinza.

pensou nos dias quentes desse inverno meio estranho.
mas hoje a chuva teimava em cair, um dia feio, estava cinza.


pensou que queria cores.
cores fortes, sóbrias e cortantes: margenta, azul petróleo, verde bandeira.
lilás, rosa bebê e azul piscina poderiam lhe causar náusea, diarréia.


sabia o que queria enxergar.
não se enganava com o colorido fácil, acessível, digerido e bobo.
precisava de outro.
foi então que pediu: 'dai-me outra cor?'


.:.

2 comentários:

  1. começou vermelho,
    estimulado por perguntas que ainda ñ sabia responder espalhava a cor e essa escorria por entre as pernas...
    mais vermelho e Xango por perto...
    a duúvida transformava a cor que tornava-se levemente rosada... vermelho rosado. (dear, don't get me wrong, it's not a Red Rose but a pinky Red, the Rose is the instigator of the doubt)
    tão forte quanto a dúvida era a cor. A mesma cor que já ñ era certa de seu próprio estado, talvez dissoluta, mas persistentemente viva.
    Desfeito a incerteza a cor brilhou tão forte que já ñ se sabe que estado tomou, por ñ se poder olhar diretamente... mas numa fotografia ágil capturei a cor... essa só mostro dentro de um quarto escuro sem ninguém perto, pois sabe que muita cor junta dá cinza e tudo que ñ quero é você cinza.

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  2. bem lembrado!
    muita cor junta dá cinza!!!!

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